Liga da Justiça #90 inicia a nova fase

Liga da Justiça #90 inicia a nova fase
A principal notícia da edição é que Justice League of America terá um arco publicado em uma edição “anual” em agosto. A Panini utiliza o mesmo padrão em Superman e Batman (este terá o segundo anual).

É uma estratégia que visa corrigir o erro que foi a revolu$ão Panini, no sentido de havia várias histórias para publicar e a diminuição de páginas não foi programada com antecedência. Em termos é como se Superman, Batman e Liga da Justiça continuassem com 100 páginas pelo menos durante o primeiro semestre da mudança.

A culpa realmente não é da Panini, mas sim do momento em que escolheram a mudança. As histórias neste momento estão muito interligadas.

Justice League: Cry for Justice #01 (set/2009) de James Robinson e Mauro Cascioli mostra Hal Jordan e Oliver Queen fazendo um racha na Liga da Justiça para formarem uma equipe que não aguardasse a ação dos criminosos e sim frustrasse os planos antes de ocorrerem.

A capa dupla mostra que a versão radical da Liga será composta por Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Elektron, Supergirl, Congorilla, Capitão Marvel Jr, Starman e Batwoman.

A primeira edição convence. Heróis estão insatisfeitos e a criminalidade está em ascensão. Pistas apontam para o vilão Prometheus, vilão da fase da Liga da Justiça na mãos de Grant Morrison.

Porém o discurso de heróis mais radicais foi tentado tantas vezes que não acho mais viável.

Veremos. Nos EUA a série foi muito criticada.

Justice Society of America volume 3 #23 inicia o arco Entre a Pedra e o Inferno por Geoff Johns & Jerry Ordway, J. Ordway e Bob Wiacek. O arco tem três partes e irá até o número 25. O vigéssimo sexto é a última história de Geoff Johns para a equipe, e as edições 27 e 28 trazem um pequeno arco em fill-in do Ordway.

Depois de meses procurando Ísis – a quem acredita estar morta, mas indícios mostravam outras informações – Adão Negro a encontra e vinga-se de Felix Fausto. A vingança também se estende ao Capitão Marvel (Billy Batson), atualmente ocupando o lugar de Mago.

Adão usa com ele a mesma magia que o menino havia usando com final de "52/3ª Guerra Mundial": altera as palavras para ter acesso ao poder dos deuses.

Se, por um lado a história decepciona por apenas restaurar o status quo da série Capitão Marvel, por outro é um oportunidade de ver novamente Ordway, que havia sido o responsável por The power of SHAZAM! – uma série do Capitão Marvel da década de 1.990 – cuidar dos personagens.

É também uma oportunidade de que se corrija algumas mudanças da época de Crise Infinita. Alguns diriam que a mudanças como a morte do Mago Shazam e a escolha de Billy para novo mago foram boas alterações, outros acreditam que não se deve fazer muita mudança na série do Capitão Marvel.

Para terminar a edição Flash Rebirth #01 de Geoff Johns & Ethan Van Sciver. Barry está de volta e os amigos que prepararam festas de recepção lembram-se de alguns momentos, enquanto o próprio está com a síndrome do não perder tempo. Savitar, um dos velocistas da DC morre ao acessar a força de aceleração e é inserido mais alguns detalhes do passado de Allen mostrando que seu pai pode ter assassinado sua mãe, o quê o influenciou para o que o motivou para a “investigação de cenas de crimes” – tão em moda na TV recentemente.

Meio parada e com um sentimento palpável de crescendo, sempre aguardando uma bomba para explodir. Barry Allen, o segundo e mais conhecido Flash está de volta e a série trata de seu posicionamento no universo de heróis, mas ainda tem muito água para rolar por aqui.

Artigo histórico preservado do acervo original publicado no Blogger em 25 de maio de 2010. Ver registro original no Blogger →