Distribuição Panini, IV: As vendas diretas

O mercado americano adotou o sistema de vendas diretas. Neste tipo de mercado as gibiterias pedem uma quantidade de títulos de acreditam que irá vender. Os responsáveis pelos pedidos tomam como base o histórico de vendas do título, a publicidade, os autores – escritor, desenhista e capista -, a relação com algum evento e o fato de ser o início ou conclusão de uma história.

Não deixa dúvida alguma que a renovação é difícil. Autores novos tem que ter publicidade maior para se destacarem. Personagens novos tem que ter a famosa “participação especial”. Mas o pior é o fato de que ninguém encontra quadrinhos fora das gibiterias (e nos sítios da Internet) e os lançamentos passam à margem do público.

As tiragens muito próximas de 200 a 250 mil exemplares no início dos anos 1.980, agora estão na faixa de 35 – 75 mil exemplares.

A estratégia atual é que os filmes irão atrair os leitores. Não acredito nisso!

Batman: O cavaleiro das trevas ultrapassou US $ 1 bilhão e nem por isso o número de leitores ampliou. Homem de Ferro 2 é um excelente filme, mas ninguém quer sair da sala de cinema e comprar uma revista do vingador dourado. De qualquer modo se quisesse: a) nos EUA teria que entrar numa comic shop e fazer o cadastro para receber meses depois; b) no Brasil teria que dar sorte e encontrar uma banca que tenha a cópia da revista que deseja ler.

São muitas variáveis para gerenciar!

Artigo histórico preservado do acervo original publicado no Blogger em 18 de agosto de 2010. Ver registro original no Blogger →