Por onde passa o futuro dos quadrinhos no Brasil?, II: os scans (novamente)

Por onde passa o futuro dos quadrinhos no Brasil?, II: os scans (novamente)
Para quem não conhece scans é uma versão eletrônica das revistas em quadrinhos obtida com o escaneamento das páginas originais, gravação em formato JPEG/JPG e compactação com WinRAR ou Winzip, gerando os arquivos de extensão CBR (Comic Book – revista em quadrinhos em inglês – RAR) ou CBZ (Comic Book Zip). É possível fazer o mesmo uso com seus álbuns de fotos e conseguir uma melhor visualização para eles usando os programas leitores de CBR/CBZ.

Com a internet, uma revista lançada ontem nos EUA logo tem sua versão CBR/CBZ difundida, e logo grupos de pessoas baixam o arquivo, descompactam as imagens usando os mesmíssimos softwares de compactação e usando softwares de edição de imagens cortam os balões e recordatórios no original por versões traduzidas. Em seguida recompactam e distribuem a versão traduzida na rede.

Em função disto é fácil encontrar muito material inédito no Brasil em versões SCANS, alguns em versões sofríveis, outros em traduções e letreiramentos que fazem inveja às empresas especializadas. É possível encontrar facilmente as 102 edições de Fables, as 58 edições de Jonah Hex além de todo o material recente de Superman, Batman, Homem-Aranha, Vingadores, X-Men e todos os grandes eventos das editoras como A noite mais densa, O cerco, Invasão Secreta, Guerra Civil, O dia mais claro etecetera.

Mesmo material da Vertigo é facilmente encontrado, mas algumas séries como Transmetropolitan, um verdadeiro clássico, só tem 26 de suas sessenta edições traduzidas e Scalped, por sua proposta pouco usual, não encontra tradutores. Paradoxalmente Scalped é a série mais elogiada da revista impressa “Vertigo”.

O grande “oba” dos scans é permitir aos leitores acesso ao material sem pagar nada pela leitura (sim, o scan é algo à margem da lei, “feito de fã para fã”). Assim se o leitor já se decepcionou com “O fantástico personagem xis” na versão scan nem chega perto da versão impressa. Não é um sistema perfeito mas permite um filtro de qualidade um mercado cheio de títulos ruins.

Artigo histórico preservado do acervo original publicado no Blogger em 09 de abril de 2011. Ver registro original no Blogger →