Na trama um soldado em campo de batalha tem lapsos onde incorpora o “espírito” do Capitão América que está definhando em um laboratório. Apontando um novo poder, o velho herói inspira o soldado, o quê ora lhe dá poderes e reflexos extraordinários, ora simplesmente inspira-lhe para fazer atos grandiosos. O soldado à vezes conversa com o Capitão o quê é tido como síndromes de guerra e loucura parcial, sugerindo ao leitor outras interpretações.
O texto de David Morrell e a arte de Mitch Breitweiser não fazem feito, mas realmente esta inspiração já foi melhor trabalhada com personagens como Tio Sam. A apresentação da série, com seis histórias (cerca de 130 páginas) com capa dura por R$ 22,90 é um acerto da Panini, que costuma afastar o público das obras de capa dura em função do preço; vide os casos de Crises em Múltiplas Terras, LJA de Grant Morrison e Starman de James Robinson, todos em capa dura, mas com preço que afasta o leitor.
A solução da série, ou seja, a escolha do título é um tanto simplista, mas funciona graças ao clima de saudosismo que a arte provoca e o afastamento da cronologia padrão da Marvel Comics.
Uma boa dica.
