Vertigo #23 nas bancas!

Vertigo #23 nas bancas!

Já está disponível a Vertigo #23 (Panini Comics, R$ 9,90, 5 histórias) que traz Hellblazer #197 e a primeira parte de Via Crúcis de Mike Carey e Marcelo Frusin, continuando a narrativa do Constantine desmemoriado. Somando o tempo da Pixel Magazine e o tempo de Hellblazer temos, graças aos encadernados, um pouco mais de cinco anos de publicações da série sem nada de novo. O arco atual, onde após um confronto com a Besta Fera (lembrando portanto, O gótico americano) John fica desmemoriado lembra um arco semelhante na fase de Garth Ennis séculos atrás. Ou seja, é bom para recém-chegados, mas os velhos fãs vão sentir gosto de café requentado.

Joe the barbarian # 03 de Grant Morrison e Sean Murphy (responsável pela capa da Vertigo #23, numa variante da capa da história seguinte) não é uma série de terror. É fantasia envolvendo o universo próprio de uma criança. Em alguns momentos parece uma guerra de egos entre Morrison e Mark Millar, autor de uma narrativa semelhante na Marvel, a série 1985, já publicada pela Panini.

American Vampire #14 de Scott Snyder (The New 52: Batman) e Rafael Albuquerque com a segunda parte de Guerra Fantasma convence. Uma equipe militar dos Vassalos da Estrela da Manhã, durante a Segunda Guerra, chegam em uma ilha dominada por uma nova mutação vampírica. Entre os soldados está o companheiro de Pearl Jones, Henry, e sem que ele saiba o próprio vampiro americano em pessoa: Skinner Sweet. Quais seriam os interesses de Sweet nesta mutação?

Scalped #23 mostra uma edição concentrado em Dino Urso Pobre e não deixa a peteca cair em sequer um quadro ou cenário ou um diálogo. É a terceira parte de A fúria em suas entranhas com roteiro de Jason Aaron e arte RM Guéra, que mostra que escrever história em quadrinhos não tem que ficar limitado a nada e a ninguém. Se Kurt Busiek e Frank Miller tem suas cidades, Aaron necessita apenas de uma reserva indígena para narrar uma trama que está em um constante crescendo.

A edição termina com House of Mystery #19 com a quarta parte de A beleza da decadência de Matthew Sturges, Luca Rossi e José Marzán/Joe Rubinstein.

Novamente acho que 2/5 da revista (American Vampire e Scalped) salvam automaticamente a publicação. Joe the barbarian é uma boa aposta para uma leitura mais atenta quando estiver completa e dois 2/5 (Hellblazer e House of Mystery) poderia passar por um processo diferenciado de publicação. O material publicado até agora não me convenceu da qualidade desta séries.

Artigo histórico preservado do acervo original publicado no Blogger em 04 de novembro de 2011. Ver registro original no Blogger →