Volume
|
Nome
|
Edições
|
01
|
Lendas no Exílio
|
#01-05
|
02
|
A revolução dos bichos
|
#06-10
|
03
|
O livro do amor
|
#11-18
|
04
|
O último castelo; #19-21; #23-27
|
|
05
|
#22; 28-33
|
|
06
|
#34-41
|
|
07
|
Noites (e dias) da Arábia
|
#42-47
|
08
|
Lobos
|
#58-51
|
09
|
#52-59
|
|
10
|
#60-69
|
|
11
|
Guerra!
|
#70-75
|
Fábulas, vol 9: Filhos do império
Não
posso dizer que os três volumes iniciais de Fábulas,
publicados pela Devir e ainda não republicados pela Panini,
me impressionaram. São engraçados, divertidos e tinham um quê de
novidade. Mas não iam além disso. Típica história que, caso não
houvesse continuação não iria me incomodar.
Mas
a partir do quarto volume (A marcha dos soldados de madeira,
inicialmente publicado pela Pixel, mas concluso em um encadernado
pela Panini) com a intensificação da trama sobre quem é o
Adversário, a série ganhou uma qualidade superior e os
volumes seguintes mostram uma maturidade de roteiro e planejamento
inquietante.
Neste
volume que cobre as edições #52-59 e mostra um arco longo
(Os filhos do império) e um curto (Pai e filho), além
de duas histórias fechadas.
Os
filhos do império de Bill Willingham, Mark Buckingham
e Steve Leialoha/Andrew Pepoy trata do planejamento da
resposta do império à ações da Cidade das Fábulas no
encadernado anterior, especialmente na edição dupla #50 e do
envio de João como embaixador do Império. Este João é o
personagem da fábula “João & Maria” (Hansel &
Gretel, no original), e com o desenrolar da história e o
assassínio da velha da casinha de doces (o Frau Totenkinder)
tornou-se um puritano assassino de bruxas quando finalmente chegou ao
mundo mundano, responsável pela perseguição em Salém.
Pai
& Filho de Bill Willingham e Mike Allred, trata da
visita da família de Bigby Lobo e Branca de Neve ao
castelo do pai de Bigby, Sr. Norte, com quem o lobo tem um
relacionamento tempestuoso, para dizer o mínimo. Descobrimos os
irmãos de Bigby (semelhantes em muito ao design da fábula moderna
“Onde vivem os monstros?” - ou será que estou errando a
fábula?) e o posicionamento do sr. Norte em relação à guerra que
virá.
As
duas histórias curtas são uma aventura de Natal com um prelúdio
das mudanças para o Papa-Moscas, produzido pela equipe padrão
da série, e uma aventura ilustrando respostas para as perguntas de
leitores.
A
série está em um crescendo e demonstra que é possível narrar
fantasia em quadrinhos sem que se tenha que tornar-se uma série de
heróis e fantasia, o quê reduziria as escolhas estéticas e morais
da série.
Vale
citar uma atenção especial para as excelentes capas do brasileiro
James Jean.
Artigo histórico preservado do acervo original publicado no Blogger em 13 de fevereiro de 2012. Ver registro original no Blogger →
