Era a chance de
reencontrar sua “família”, mas então percebe-se diante de um
monstro de gosta de ser superior ao restante da humanidade. Ao mesmo
tempo, a “humanidade” percebe de um dos seus segredos sujos
voltou à tona para assombrá-la, e o governo inglês tenta eliminar
o problema, permitindo que se descubra a verdadeira origem do
“superhomem”.Miracleman vol 1 … um sonho de voar
Miracleman, a
série, já tem tom de lenda. A história não é muito complicada e
merece ser contada novamente: devido à luta de editoras americanas
sobre o personagem Capitão Marvel (o SHAZAM!) que
levaram ao término do material produzido, os editores ingleses,
criaram uma “cópia” do personagem, o Marvelman
(Miracleman, nos EUA, e Jack Marvel, no Brasil). Com os
anos, mesmo esta cópia teve sua carreira encerrada.
Era a chance de
reencontrar sua “família”, mas então percebe-se diante de um
monstro de gosta de ser superior ao restante da humanidade. Ao mesmo
tempo, a “humanidade” percebe de um dos seus segredos sujos
voltou à tona para assombrá-la, e o governo inglês tenta eliminar
o problema, permitindo que se descubra a verdadeira origem do
“superhomem”.
Em 1981 o herói voltou
a ser publicado na Inglaterra, agora sob a regência de um iniciante
Alan Moore, que ainda não tinha feito suas colaborações com
a DC Comics (Swamp Thing, Watchmen, Superman).
A história publicada em capítulos de oito páginas na Inglaterra
foi estruturada para o formato comics e publicada nos EUA,
numa série da Eclipse Comics que durou 24 números.
O volume 1 “... um
sonho de voar”, que corresponde às edições 1-3 americanas,
foi escrito por Alan Moore e tem lápis de Garry Leach
(até o capítulo 7) e Alan Davis,
e resgata o personagem escancarando quão anacrônico e
ridículo ele o é: um super-humano que quis ter recebido poderes de
um cientista espacial e que os acessa através de uma “palavra
mágica”. Além disso, trabalha em parceria com um adolescente
(Young Miracleman) e um menino (Kid Miracleman)
enfrentando ameaças alienígenas, super-vilões e viagens no tempo,
até um desastre em 1.963, dezoito anos antes.
Mike Moran em
1981 se descobre um “superhomem” e se recorda das memórias que
entre 63 e 81 ficaram submersas, num processo de cura. Após
enfrentar alguns terroristas e narrar a história para sua esposa,
que jamais ouviu falar de super-heróis ou dos Miraclemen, o próprio
Moran acredita-se ridículo, até receber uma ligação de Kid
Miracleman!
Era a chance de
reencontrar sua “família”, mas então percebe-se diante de um
monstro de gosta de ser superior ao restante da humanidade. Ao mesmo
tempo, a “humanidade” percebe de um dos seus segredos sujos
voltou à tona para assombrá-la, e o governo inglês tenta eliminar
o problema, permitindo que se descubra a verdadeira origem do
“superhomem”.
Miracleman trata da
visão do “superhomem”, aqui o homem superior e sendo superior
com algo de amoral em relação ao restante do mundo. Diferente de
Supremo, do mesmo Moore, que era uma homenagem explícita aos
quadrinhos do Superman nos anos 1.950, Miracleman é uma releitura de
ideias de Nieztche usando como pano de fundo uma aventura do Capitão
Marvel, e desconstruindo um mito, algo que o autor levaria à última
instância em Watchmen.
Artigo histórico preservado do acervo original publicado no Blogger em 26 de junho de 2012. Ver registro original no Blogger →


