John Constantine HELLBLAZER Origens volume 1: Pecados originais

John Constantine HELLBLAZER Origens volume 1: Pecados originais
A Panini Comics estreou uma estratégia para narrar em forma cronológica as aventuras de John Constantine em sua série JOHN CONSTANTINE, HELLBLAZER no Brasil.

Aqui o personagem sofreu bastante quando a Abril, detentora dos direitos de publicação da DC Comics saltou mais de quarto anos de produção entre o início da fase de Jamie Delano e o início da fase de Garth Ennis, bastante emblemática para o personagens.

As editoras que adquiriram os direitos do personagem se sentiram no direito de continuarem a publicar fases saltadas do personagem e somente na Pixel e posteriormente na Panini, as histórias passaram a serem publicadas em ordem cronológica.

Este início, chamado PECADOS ORIGINAIS é um dos melhores arcos do personagem e traz a dupla Jamie Delano e John Ridgway trazendo os horrores daquela cena inglesa: um pouco de yuppie, um tantinho de hippies e drogas para abrir a percepção, outro tanto de demônios, cruzadas evangélicas e envolvimento do mal na política – bem sutil, mas presente.

Em Fome (#1-2), John tem que auxiliar um amigo que aprisionou o espírito (ou demônio?) da fome, com graves consequências. Depois, durante as eleições inglesas conhecemos os demônios que negociam almas. Em seguida, Constantine conhece a misteriosa grafiteira Zed, que lhe auxilia na solução do sequestro de sua sobrinha, Gemma Masters e terá grande participação no volume seguinte. Sutilmente Delano toca no assunto das pessoas sem fé verdadeira que se aliam a grupos evangélicos apenas em busca de conforto financeiro; algo que não conseguiam em uma economia em recessão.

Para concluir, no coração da América orações trazem de volta filhos que partiram para a guerra com resultados terríveis.

Estava estabelecido o conflito místico que levaria ao volume seguinte e a sensação honesta de horror moderno e real provocado pela arte adequada para o quê se propunha a série de Ridgway – que teve breve passagem na série HELLRAISER.

Vale cada centavo e funciona em perfeita harmonia com os dois volumes seguintes, ainda que se praticamente auto concluso.

Artigo histórico preservado do acervo original publicado no Blogger em 28 de setembro de 2012. Ver registro original no Blogger →