20000 léguas submarinas
Gigantesco com 528
páginas, 20.000 léguas submarinas é certamente o livro de
Jules Vernes mais famoso para a atual geração de leitores de
quadrinhos por ter dado origem a, no mínimo, dois personagens chave
da série League of Extraordinary Gentleman do inglês Alan
Moore.
Se por um lado cria um
clima profundamente misterioso narrando o fascínio do Professor
Pedro Aronnax com os domínios que lhe são apresentados pelo
Capitão Nemo e seu “barco” Nautilus, por outro tem
uma narrativa por demais extensa e verborrágica que busca detalhar
os acontecimentos desta viagem que dura 20 mil léguas.
O Professor Aronnax,
seu mordormo Conseil e o arpoardor canadense Ned Land
são sobreviventes que uma expedição que busca matar um mítico
larval e deparam-se com um barco que submerge chamado Nautilus e seu
tirânico capitão que deseja romper com todo o contato com o mundo
externo. Não há um aprofundamento sobre os motivos que levam a Nemo
agir desta maneira e o este romance de proto-ficção científica tem
foco em deliciar ao leitor com extensas narrativas de espécies
submersas, semelhante em parte à estrutura de Viagem ao Centro da
Terra.
É certamente um grande
livro – literalmente – mas por demais inativo e narrativo, sendo
que, no terço final há uma legítima tensão sobre a fuga do trio
da embarcação, cuja liberdade fora-lhe negada desde o início da
viagem. Nesta altura os eventos, como por exemplo na chegada ao Pólo
Sul, o desafio vem natural como um desdobramento dos eventos, mas em
outros como a passagem submersa ao Canal de Suez, as diversas caçadas
submarinas, o passeio sob os restos de Atlântida e outros tantos o
detalhamento visa apenas explicitar a ambientação de forma a
fascinar ao leitor acerca dos possíveis mistérios do mar.
Recentemente teve uma
nova tradução lançada no Brasil com direito a volumosas anotações
visando explicar aos leitores detalhes sobre a narrativa.
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post scriptum:
Navegadores de arquivos de sistemas operacionais tem vários nomes,
alguns óbvios como Explorer o navegador de arquivos padrão dos
sistemas da Microsoft – Windows e suas versões – mas fã que se
prese utiliza o “Nautilus”, o navegador das distribuições Linux
baseadas em Debian, como a distribuição UBUNTU. Se é para
“navegar” que seja com um navegador adequado, e o Nautilus, por
sua origem é mais do quê adequado.
Artigo histórico preservado do acervo original publicado no Blogger em 01 de novembro de 2012. Ver registro original no Blogger →
