Star Wars: Marcas da Guerra [Aleph, 2015]
Marcas
da Guerra o primeiro livro da trilogia Aftermath tem todos
os defeitos e muitas das qualidades da série cinematográfica. Reúne
personagens improváveis e pede, melhor, implora, para que você se
importe com eles.
Aqui
Norra Wexley retorna para casa, o planeta na
orla exterior Akiva, depois de ter servido na Aliança
Rebelde, agora Nova República. Rebelde na adolescência
se filiou à organização assim que seu marido foi preso pelo
Império. Sua esperança era reencontrá-lo, algo que não se
concretizou. Agora quer reencontrar o filho que abandonou em nome desta aventura, juntar os frangalhos da
família e sair do planeta o mais rápido possível.
Mas
eis que Akiva foi escolhido pelos escombros do Império para
sediar uma reunião que determinará o estado atual do Império após
a derrocada da segunda Estrela da Morte. Então repentinamente
Norra está envolvida com o resgatar de um dos principais pilotos da
Nova República, assim como também com a tentativa de assassinato de
um dos líderes militares do Império, ao mesmo tempo em que tem que
resgatar a confiança de seu filho Temmin.
Nestes
tempos de Esquadrão Suicida – e que fique bem claro, eu
conheci o Esquadrão em 1.989 quando da publicação de Lendas
no Brasil – fica aquele ranço na boca resultante da reunião de
tão improváveis personagens: Norra, Temmin
agora um contrabandista, Wedge Antilles um sobrevivente da
trilogia cinematográfica constantemente explorado no universo
estendido; Jas Emari uma zabrak mercenária; Sinjir Rath
Velus um ex-agente de lealdade imperial, além de uma boa
personagem pelo lado do Imperério a almirante Rae Sloane, que tem a
difícil missão que conseguir algo efetivo tendo que trabalhar com
mão de obra muito desqualificada e inexperiente. O difícil é que
para a história realmente funcionar você tem que se importar com
eles. Caso contrário é apenas um desfile de personagens
improváveis.
Um
dos problemas é que há muitas cenas que começam sem uma
apresentação adequada dos personagens, isto sem contar com duas ou
três sequências que aparentemente não colaboram com o contexto
geral do livro, mesmo que uma traga um personagem querido.
É,
certamente, um livro que ganhará com o formato trilogia, pois no
primeiro volume não conhecemos ninguém, mas ao final estamos
procurando um fim adequado para todos os personagens.
Artigo histórico preservado do acervo original publicado no Blogger em 09 de junho de 2016. Ver registro original no Blogger →
